Às vezes, só às vezes, queria ser um tiquinho assim menos neorótica. Acreditar um pouco mais nas 'boas intenções' alheias, no sentimento. Queria sim, poder também dizer o que você quer ouvir, por mais louco que seja, só pra te ver feliz. Infelizmente, não consigo. Duvidar das atitudes de outras pessoas já nasceu comigo. Nunca acreditarei em amor à primeira vista, não que seja bobagem, apenas não existe. Não adianta me criticar, chamando-me de chata, insensível, até. A verdade é que a única coisa que cai do céu é chuva. E aí lá vai você, de novo, rabiscar o sol que ela apagou. Se me mantenho calada, é realmente por escolha entre dizer o que você quer ouvir ou falar o que penso, mas sei que te machucaria. De repente, não mais que de repente, aprendi a guardar meus pensamentos, até meus segredos, dentro do único lugar em que estão seguros de verdade. Dentro de mim. E você nada mais poderá fazer, a não ser me confortar quando eles começarem a me ferir por dentro. Mas, ainda assim, guardarei a dor só para mim. O que lhe resta são as palavras.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
De improviso --
Gostaria de poder entender, um dia, quem sabe, porque nossa cabeça e coração brigam tanto! Não saber quando devo ser racional me deixa temerosa, no mínimo. É bem mais fácil aceitar um erro vindo do coração do que um pensado... Meu maior defeito: nunca sei de onde partem as ordens da vida. Minha racionalidade já acabou me levando a tomar decisões com o coração, e isso o deixa confuso também! As vezes, sinto que meu lado racional vai é da boca para fora... No fundo, sou uma mera sentimentalista que vê o sentimento como algo banal, ultrapassado até! Dessa maneira, tento me esconder por um véu de pensamentos, conciência. Quem sabe, um dia, decido de que lado estou... Veremos.
domingo, 10 de abril de 2011
Desconstruindo...
Alguém certo dia me propôs que eu fizesse algo, um texto que pudesse descrevê-lo. Não consigo, respondi, alegando a falta de conhecimento acerca. Como poderia traduzi-la em palavras, se elas faltam até para mim, quem melhor me conhece? Isso é loucura! Mas, quem sabe tentando, acho os termos que ainda não encontrei para mim?
Uma das coisas que aprendi nas aulas de biologia é que se passaram bilhões de anos desde o surgimento. Desde tudo. Mas esqueceram de avisar que nem tudo dura tanto. Privaram-me de saber que o que divide o amor do ódio, a vida da morte, mora numa linha tênue de tempo. O mesmo tempo que demorou tanto do início até aqui. Tenho uma confissão: toda a pouca memória guardada para você foi esquecida numa dessas linhas que dividem tudo. Uma nova foi imediatamente montada. Totalmente vazia, mas pronta para ser preenchida e, esta sim, guardada por muito mais tempo que a anterior.
O que veio a tona imediatamente: ali dentro havia um ser humano com um ego acima do comum! Equiparado ao de um super-herói, quase indestrutível. Qual a chave para um muro alto o bastante que não permitisse praticamente ninguém dizer: eu o conheço!? Eu não arriscaria. Não arrisco. Trata-se da superfície de um lago durante o inverno temperado: nunca sabemos se é seguro andar sobre sua superfície congelada.
Assim, me viro do avesso. Gente como eu pede por clareza, teme obscuridade como à morte iminente. E ao se encontrar em tal situação, teme, por ser a única coisa a se fazer. A única coisa segura a se fazer. Entretanto, os ventos mudam de direção. Quando eles mudam, percebe-se a fragilidade mínima, os espaços vagos, prováveis invasões. Agir. Invadir. Explorar.
Perceber que os super-heróis também têm medo é reconfortante. Seriam eles quase humanos? Ou quase sobreviventes? E qual a diferença? Super-heróis tentam salvar. Seres humanos, perder. Perder-se no riso, na reclamação, na força de vontade, na garra. No grito. E ele é assim, simplesmente porque quer ser. E será. A determinação é sua irmã, o ego, irmão. E a preguiça? Fico em dúvida se mãe, avó ou esposa! Sem contar o dengo e a manha.
Age como menino travesso, tentando se passar por ser inocente, disposto a romper todos os limites possíveis. Isso não importa, pelo menos não na maioria das vezes. Já aprendi a te frear. Já consigo lidar com seu ego, sua preguiça, sua disposição a bancar carência. O resto não importa, repito. Incrivelmente, não há medo. Espera, cautela, mas não medo. Sinistro, parece que a gente se deu ao desfrute de nada! Sabe, eu te estudo sem me aproximar... O teu santo gringo me mostrou teu mundo, vi que no escuro tu ficas a chorar.
(( Sol ou lua??
Em outras épocas, cheguei a pensar que era um ser humano único... decidido, focado, e sempre de um mesmo jeito, sempre com as mesmas atitudes. Andava assim, de um jeito todo sem pensar, automático, chegava a ser imparcial. Tive tudo e perdi. Só então pude perceber o meu outro eu... Descobri que as vezes sou sol, as vezes lua.
Sobre o sol, esse é meu lado bom, alegre, feliz e de bem com a vida... Realmente brilha! A lua é o lado escuro de mim, quando preciso refletir outra luz que não a minha para ser como sou... Nesses momentos a tristeza me abala, o coração aperta. O pior: a saudade de tudo o que tive um dia e perdi dói, dilacerando meu ser.
E por muito tempo, pensei também que um fosse oposto do outro, e nunca os veria convivendo ao mesmo tempo. Tolice! Ao acordar hoje e ver o céu, pude então ver também a paisagem que me representava: ambos sol e lua dividiam o mesmo espaço, e a presença de um deixava a existência do outro mais bela ainda! Como isso era possível?? Simples: o sol aprendeu que sem a lua, ninguém nunca esperaria com tanta vontade por um amanhecer. E a lua, esta descobriu que, se não fosse o sol, ela nada seria. E quando descobriram isso, as duas aprenderam a se amar, ou, ao menos, aceitar uma a outra... Aconteceu o mesmo comigo: só me aceitando por completa, sabendo da lua e do sol presentes em mim, é que pude me amar por inteiro, acima de tudo e de todos...
Sobre o sol, esse é meu lado bom, alegre, feliz e de bem com a vida... Realmente brilha! A lua é o lado escuro de mim, quando preciso refletir outra luz que não a minha para ser como sou... Nesses momentos a tristeza me abala, o coração aperta. O pior: a saudade de tudo o que tive um dia e perdi dói, dilacerando meu ser.
E por muito tempo, pensei também que um fosse oposto do outro, e nunca os veria convivendo ao mesmo tempo. Tolice! Ao acordar hoje e ver o céu, pude então ver também a paisagem que me representava: ambos sol e lua dividiam o mesmo espaço, e a presença de um deixava a existência do outro mais bela ainda! Como isso era possível?? Simples: o sol aprendeu que sem a lua, ninguém nunca esperaria com tanta vontade por um amanhecer. E a lua, esta descobriu que, se não fosse o sol, ela nada seria. E quando descobriram isso, as duas aprenderam a se amar, ou, ao menos, aceitar uma a outra... Aconteceu o mesmo comigo: só me aceitando por completa, sabendo da lua e do sol presentes em mim, é que pude me amar por inteiro, acima de tudo e de todos...
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Sobre a inveja
Inveja? Acho que esse sim é o sentimento mais humano que há. Não a condeno, não há quem quer que seja que na vida nunca tenha sentido nem uma prova da existência desse sentimento. Não me refiro, é claro, à inveja material. Essa, para mim, traduz a incapacidade daquele que vive às cegas, preso ao seu próprio comodismo. Trata-se do nosso medo de trilhar os caminhos desconhecidos. A humanidade espera sempre as apostas de ganhos a curto prazo, sonhos, delírios da sorte material. Haverá quem discorde, mas a inveja talvez seja o impulso da vontade de nos tornarmos as pessoas que mais admiramos, aquelas que vivem a nos mostrar a vida da melhor e pior maneira possível, e mesmo assim, vivem a sorrir, principalmente quando se deve chorar, ao menos praguejar aos sete ventos. Ela, por vezes, é o grande impulso do nosso posterior sucesso. Tenho orgulho em dizer que, no meu caminho, encontrei muitos a quem tive a oportunidade de invejar. Pessoas com quem aprendi sobre determinação, força, alegria incondicional, amor, amizade. Pessoas que me fazem crer que a inveja é mesmo algo bom, louvável. Traz a ideia de que não sou um ser perfeito. Mudo, erro, melhoro. O que se diz por aí ser a inveja, mas não o é, repito, não passa do sentimento mesquinho do ser humano que tem medo de crescer, ser, e o pior: viver. E que ainda assim não admite o seu tamanho, tentando, sem sucesso, demonstrar o quão grande é.
Uma escultura, um cuidador/guardião e um tentador - Por Rafael Rodrigo
Toda escultura precisa ser cuidada por um artista, independente do tipo de trabalho que este faz. Precisa ter seus desejos, inclusive os inenarráveis, satisfeitos. Precisa ser satisfeita de tantos modos e por tantas maneiras diferentes que apenas os que realmente conhecem, por hereditariedade, a matéria pela qual foi feita a inigualável escultura é que pode realizar proezas colossais em nome da satisfação pessoal e íntima de determinadas obras primas.
Em verdade, são fáceis de serem agradas, mas somente poucos têm a capacidade de fazer verdadeiras artes em cima da criação, tornando-a, em muitos casos, em nova e melhorada obra de um terceiro artista, o cuidador.
O ato de cuidar, satisfazer, despertar os instintos e a curiosidade não é exatamente um dom que pode ser dito como popular, pois nem todos os que desejam possuem, naturalmente, os elementos necessários à satisfação, ao cuidado, ao despertar instintivo e à curiosidade de majestosas criações. Entretanto, há alguns que tentam desenvolver ou mesmo forçar sua intrínseca concepção por meio de métodos incomuns e não eficazes. Pobres seres inferiores: mal sabem que certos dons são dados de graça a alguns exemplares, abundantemente, para que exerçam a prazerosa e trabalhosa função de guardião material, sexual, intelectual, social, animalesco e político de esculturas colossais, embora se apresentem como diminutas em algumas vezes.
Com o passar e o amadurecimento da relação guardião/cuidador-escultura a fidelidade e a lealdade tendem a se tornarem não apenas uma subjeção, mas também elementos integrantes da vida comum dos dois seres.
Não obstante, seres desfavorecidos tentam, e tentaram sempre, extrair dos guardadores os privilégios e a exclusividade. Podem até tentar e a probabilidade da insistência pode até resultar em alguma ruptura, leve ou grave, no relacionamento entre ser e objeto, no entanto, a probabilidade de ocorrência da reafirmação do compromisso e o, consequente, aumento afetivo entre os sujeitos também é grande, bem maior até.
Enquanto de um lado estão os marginais dos dons e oportunidades perdidas ou nem oferecidas, do outro estão a escultura, de colossal beleza e de aparência física desejabilíssima, e o seu inseparável guardião/cuidador e tudo o que viveu, viverão e vivem; seus segredos; suas aspirações; seus desejos ainda por satisfazer; seu impronunciável compromisso. E mesmo que tentem, ninguém poderá abalar os alicerces dos dois, podem até ter algo em troca, mas é muito improvável.
Aos que tentam má sorte.
Aos guardiões, excelentíssima sorte.
Às esculturas, cuidado: uma vez quebrado nunca mais recuperado seu pedestal.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
- Mais do mesmo - A minha crença -
Acredito que as pessoas têm seu lado bom e ruim. Que todos têm direito a uma segunda chance -> até os piores <-. Odeio livros de auto-ajuda porque penso que eles servem pra colocar mais pra baixo as pessoas. Tudo tem um final feliz e aquilo que não tem que ser não é. Confio muito fácil nas pessoas e me decepciono num piscar de olhos. Sou uma otimista que enxerga o lado ruim das coisas. Amo músicas e não cantores. Uma fã que enxerga defeitos. Sonhadora pé no chão. Corro atrás e não desisto. Acredito que um dia exista um anjo mais velho*. Tento admitir os erros. Sou uma cristã crítica. Temo o novo, mas encaro a barra. Caio na gargalhada e depois desabo no choro. Descobri que nem sempre as pessoas são o que parecem, mas somos o que podemos ser e nada mais. A morte não é o fim, mas o começo de algo que desconhecemos. Aprendi que, afinal, é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há. ‘Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão, um dia me disseram que os ventos às vezes eram a direção. E tudo ficou tão claro, um intervalo na escuridão, uma estrela de brilho raro, um disparo para o coração... Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter heróis... ’
Meu íntimo (:
Sou da paz. Tenho medo do escuro. Amo o MSN. Tenho dificuldade em dizer pneumoultramicroscopicosilicovulcanoconiótico. Gente careta me incomoda. Tenho péssima memória par decorar nomes. Eu quase não gosto de sorvete de limão. Uso a mesma casa há 16 anos. Amarro meu sapato muito bem, mas tenho que desamarrar depois. Odeio acordar cedo. Amo chocolate. Nunca fiz MotoCross. Adoro ajudar meus amigos se têm dificuldades. Sou lenta para conversar. Adoro não fazer nada. Não tolero liberdade de gente que não gosto. Sou palhaça. Paro no tempo. Torro pequenas fortunas em besteiras. Detesto gente que se acha. Às vezes dou uma de louca. Amo viver. Reclamo do professor que falta. Sei pedir desculpas. Compro coisas que não uso. Não guardo ressentimentos. Odeio bichos. Não ligo pra quem não liga pra mim. Moro em Bonconcity numa casa pintada de amarelo. Ouço Nando Reis. Não sei dançar muito bem. Amo minha família. Não suporto ficar parada. Guardo quinquilharias. Gosto de escutar música. Preciso dos amigos. Gosto do meu mundinho. Torço pelo Sport. Não sei cantar. Adoraria fazer tudo certo. Gostaria de aprender a tocar piano. Amo ursos de pelúcia. Bebo café demais. Não gosto de coca-cola. Minha mãe diz que “aquilo que cai do céu é chuva”. Sou desorganizada. Detesto pagode. Amo comer brigadeiro. Não sei cozinhar bem. Tenho amigos lindos. Gosto do meu retrato. Conheço e reconheço as pessoas pelas atitudes. Não tolero pessoas perfeitinhas. Detesto estar sozinha. Amo ler. Eu acho que tenho bom gosto. Detesto quando a internet cai. Sou muito exigente. Adoro a minha mãe. Adoro o meu pai. Gente cafona me assusta. Nunca soube o que fazer com situações inesperadas. Meus amigos dizem que “Você é uma criança”. Sempre fui criança. Amo viajar. Não vivo sem televisão. Tenho um monte de medos. Adoro gente que diz “Você vai conseguir!”. Detesto gente que é pessimista. Gosto muito de fazer novas amizades. Não gosto de mentiras. Desprezo gente individualista demais. Adoro música. Hospedo amor no coração. Parei de achar que tudo que gosto é perfeito. Não tenho frescuras. Amo amar. Nunca quis não tentar. A primeira palavra que li foi – sei lá! Não gosto de falsidade. Adoro minhas amigas. Adoro rir das minhas mancadas. Sou perdida por um livro. Amo quase tudo. Detesto quase tudo. Jornalistas dizem que estudar é a melhor saída. Desprezo gente que pensa que ser feliz é ser idiota. Odeio aristocratas. Não sei viver sem internet. Sou bastante alegre. Quero muito conhecer o mundo. Tenho inveja do Sol e da Lua. Adoro as cores do arco-íris. Adoro a comida da minha vó. Não suporto a falta de amor e respeito. Vivo deslumbrada. Amo calor humano. Quero fazer amizade com pessoas simples. Quero saber pra que serve uma chave que não abre nenhuma porta. Sou calma. Adio preocupação. Calço 38. Tenho um irmão legal. Não bebo vinho. Não sei dizer não. Adoro brincar. Eu quero mais é ser feliz. Adoro abraçar. Amo ser abraçada. Adoro sorrir. Adoro chorar. Adoro gritar de felicidade. Eu sempre digo que não posso ser tudo que esperam de mim. Eu gosto de fazer experiências na cozinha. Adoro cantar no chuveiro. Eu durmo de lado. Sou romântica em demasia. Amo assistir filmes. Sou louca por tudo o que é novidade. Estou fulminada de alegria há algum tempo. Adoro descobrir coisas. Eu não gosto de me ver triste. Tenho uma família legal. No inverno não gosto de sair de casa. No verão não gosto de ficar em casa. Ainda terei um lugar ao Sol. Cometo barbaridades por uma besteira. Dizem que eu sou louca.
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